varizes

Tratamentos para varizes cada vez mais avançados

Varizes estão presentes em 40% da população adulta no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. Elas podem aparecer em qualquer idade, mas é na faixa dos 30 anos, a fase mais comum do início do problema. As mulheres são as maiores vítimas pela característica hormonal, gestação, uso prolongado de salto alto, mas é a hereditariedade que vai ser, muitas vezes, determinante no aparecimento das alterações nas veias. Por isso a importância de fazer um check-up vascular, para detectar o aparecimento de doenças, tanto no sistema venoso como no arterial. Hoje são várias as opções para cada caso.

O tratamento de varizes ou vasinhos , seja com espuma, escleroterapia ou cirúrgico, é individualizado e deve ser feito por um profissional qualificado. Para que haja um bom resultado clínico e estético, a indicação da melhor técnica a ser empregada é definida de acordo com o tipo de varizes, cor de pele, idade, existência ou não de insuficiência venosa e condições clínicas gerais. O laser é um tratamento moderno e seguro que pode ser utilizado na maioria dos pacientes. Sua associação com técnicas convencionais traz um resultado ainda mais satisfatório com mais conforto, com  menos hematomas e o paciente pode voltar  a pegar sol em pouco tempo.

Uma das novidades é o Clacs (crio laser e crio escleroterapia) que combina duas técnicas: a ação do laser com a criosescleroterapia. O uso do Clacs potencializa tanto o efeito da escleroterapia quanto do laser. A crioescleroterapia é uma escleroterapia que é realizada com um líquido a menos 40 graus. Associando a ação do gelo (que é física) e uma ação química, ocorre a destruição do vaso doente e uma posterior absorção do mesmo.  Já o laser, através da emissão de energia, também irá favorecer no desaparecimento das varizes. Quando conseguimos associar as duas técnicas, temos um efeito mais eficiente com doses menos agressivas ao organismo.

Mas nada melhor do que a prevenção do problema. Ter uma alimentação equilibrada, beber bastante líquido, controlar o peso, sempre consultar um ginecologista antes de fazer uso de hormônios e evitar ter uma vida sedentária são algumas medidas. De tempos em tempos, levantar e andar um pouco ajuda a estimular a circulação sanguínea e depois de um dia de trabalho, deitar-se com as pernas elevadas acima do nível do coração por alguns minutos, para favorecer o retorno venoso e o uso da meia elástica, quando recomendada pelo médico, pode diminuir as sensações provocadas pelos sintomas varicosos.  São medidas simples que fazem a diferença.

Outra dúvida frequente é quanto ao uso de salto alto. Com o tempo, ele realmente pode ocasionar vasinhos e  varizes, principalmente para quem já tem um histórico familiar. Por que isso acontece?  A veia nada mais é  do que um conduto que vai transportar sangue dos membros inferiores até o coração. Esse conduto se dispõe contra a gravidade. Para que o sangue suba, ele precisa de uma contração muscular. Quanto mais eficiente seja essa contração mais ele vai conseguir subir. Mas quando a mulher usa um salto muito baixo ou um salto muito alto ela não consegue, ao caminhar, realizar essa contração de forma eficiente e, em longo prazo, vai levar a um problema circulatório e as varizes. A mulher que gosta de usar salto não vai parar de usar. Isso é fato. Em contrapartida o que podemos fazer? Sempre estimulo a paciente a realizar atividades físicas fortalecendo o músculo da panturrilha para que essa contração se torne mais efetiva e contrabalance o uso do salto alto.

Durante a gestação também é comum aparecem os vasinhos. Muitas vezes, eles somem um tempo após o parto e é importante passar por uma avaliação e não fazer nenhum tratamento precocemente. Nem no período gestacional e nem logo após a gestação.  O ideal é esperar até o sexto mês após o nascimento do bebê, ver o que realmente ficou de vasinho ou veias mais acentuadas para realizar o tratamento mais adequado. Durante a gestação alguns fatores ocorrem no organismo materno, como os hormônios que protegem a gestação que relaxam o tônus muscular que levam as varizes. Nós temos o aumento gradual do útero que leva a compressão de veias. Temos o aumento do volume sanguíneo já que o sangue vai percorrer a mamãe e o bebê levando a varizes. Ao final da gestação as varizes podem regredir. Mas se já existe dor, inchaço e sensação de peso nas pernas é preciso fazer um diagnóstico.

Ricardo Brizzi – Angiologista e Cirurgião Vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. Um dos responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular dos Hospitais Badim, Israelita e Norte D’Or e diretor da Clínica Varilaser.


Confira outras matérias em nosso site sobre Saúde, Moda, Estética e Beleza!
Quem Vê – O seu portal sobre Saúde, Moda, Estética e Beleza!

Deixe o seu comentário