A ideia do casal plenamente feliz

Especialista revela que perfeição no relacionamento é utopia

Há uma ideia de independência nas mulheres do século XXI que gera uma expectativa exacerbada em cima do parceiro, exigindo igualdade em tudo: vida profissional, especialização e multifuncionalidade em objetivos e tarefas. Algumas se programam para se relacionar e até mesmo ter filhos, enquanto procuram o parceiro perfeito, porém, ainda que existam homens bem-sucedidos e determinados, estes ainda são homens e possuem ideias diferentes.

Segundo a psicóloga especializada em saúde do homem, Carla Ribeiro, é com aquilo que nos incomoda que devemos aprender a lidar para o êxito de uma relação. “Num relacionamento, o fundamental é o diálogo, pois sem conversa não há como o outro saber o que incomoda e nem como fazer para mudar ou não esta característica”. Para a psicóloga, a pessoa que quer ter harmonia na relação tem que aprender a conviver com as diferenças. “Alguém tem que ceder, abrir mão, senão não há possibilidade de relação. Às vezes a característica que incomoda é profissional (o parceiro não acompanha o mesmo ritmo de trabalho) mas é possível superar, aprendemos um com o outro”, explica ela.

A busca contínua por uma pessoa que se adeque às expectativas, gera tanta frustração à medida que quem procura pode até mesmo desistir de procurar, se conformando com a própria “realidade” de que não existe alguém capaz de satisfazê-la(o). Estamos falando do maior caso de autossabotagem da história moderna.

Uma relação perfeita, sem atritos, sem discordâncias, de nada serviria no sentido de proporcionar um espaço evolutivo onde cada um dos parceiros acabará por se transformar em alguém melhor. “Uma mulher perfeita também não existe, a qual viva totalmente para o lar, marido e filhos. Estamos cada vez mais elevadas ao empoderamento feminino na sociedade e tem sido difícil para os homens acompanhar essa ideia”, ressalta a psicóloga.

Assim, conclui-se que o verdadeiro amor não é para todos. “Há de se ter coragem e força para enfrentar a nossa própria escuridão. Há de se ter força de atravessar as ilusões e, aceitando a realidade, só assim nos tornaremos capazes de encontrar o verdadeiro amor”, finaliza Carla.


Serviço: Carla Ribeiro

Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem

caribeiro.psi@gmail.com

https://www.facebook.com/psicologacarlaribeiroRJ


A ideia do casal plenamente feliz

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