Qual a quantidade de espermatozoides para engravidar?

Qual a quantidade de espermatozoides para engravidar?

15/11/2021
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Durante o processo para engravidar, o embrião é formado a partir da fecundação do óvulo. Por isso, a quantidade e qualidade dos espermatozoides influenciam nesse progresso.

Em situações que casais não conseguem engravidar após diversas tentativas, pode ser necessário realizar exames para verificar o funcionamento adequado do aparelho reprodutor feminino e masculino, bem como para analisar as características dos espermatozoides.

Quantos espermatozoides são necessários para engravidar?

Apenas um espermatozoide é necessário para fecundar o óvulo. No entanto, se os espermatozoides presentes numa ejaculação estiverem em menor número, essa condição pode influenciar negativamente na concretização da gravidez.

Após um ano de tentativas para engravidar, o casal deve buscar por um especialista para checar as funções dos órgãos reprodutores de ambos. Exames serão solicitados a fim de identificar possíveis disfunções que impeçam a gestação.

Um dos principais testes é o espermograma — análise da motilidade (habilidade de locomoção), quantidade e capacidade de o espermatozoide penetrar o óvulo. O número reduzido de gametas, ou seja, abaixo de 15 milhões por mililitro pode influenciar no processo de gravidez tanto quanto as outras características.

Outro fator a ser considerado é o tipo de espermatozoide, por isso estuda-se sua morfologia para identificar quais giram em círculos, ficam imóveis ou são rápidos. Estima-se que, em um homem fértil, 30% de seus espermatozoides devem ser móveis e rápidos.

Esterilidade

A esterilidade fica determinada quando o espermograma apresenta ausência total de espermatozoides (azoospermia). Além da quantidade, o nível de concentração também influencia na fertilidade masculina, não devendo ser abaixo de 20 milhões por mililitro.

A alteração no volume de gametas influencia na capacidade de engravidar e suas causas podem ser decorrentes de algumas anomalias. As principais são:

  • Ejaculação retrógrada, em que parte do sêmen vai parar na bexiga;
  • Ausência de vesícula seminal;
  • Presença de cistos em órgãos reprodutores;
  • Deficiência de produção de esperma.

Esses problemas são consequências de varicocele (varizes nos testículos), sequelas de caxumba na infância, doenças sexualmente transmissíveis que deformam os canais ou testículos.

Qualidade do sêmen

A reprodução humana depende da qualidade do sêmen, por isso deve-se preservar a produção de hormônios masculinos. Este é um processo diretamente influenciado por fatores como uso excessivo de medicamentos, tabaco e álcool, bem como má alimentação e estresse.

Para alcançar parâmetros seminais satisfatórios, pode-se investir em medidas que favoreçam os aspectos masculinos como um todo, tais como: praticar regularmente exercícios físicos, adotar uma alimentação equilibrada e encontrar métodos de relaxamento para combater o estresse.

Ao identificar problemas no espermograma, o especialista interpretará os resultados a fim de sugerir o melhor tratamento para que o casal possa engravidar. Isso inclui desde o uso de medicamentos até a realização de técnicas de reprodução humana assistida, como inseminação artificial ou fertilização in vitro.

A avaliação deve ser minuciosa em busca de espermatozoides viáveis para a fertilização. De acordo com as alterações do espermograma, algumas dosagens hormonais, pesquisas genéticas ou imagens auxiliam nos próximos encaminhamentos.

Se as tentativas de separar espermatozoides viáveis para a fertilização falhar, o casal pode recorrer a bancos de sêmen para concretizar o sonho de engravidar.

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